[ #TrueStory ] O cara novo... #3

Ele está tentando me matar.
Não encontro outra explicação pro cara estar fazendo um inferno da minha vida desde que virou meu Monitor Pessoal.~
Pra começar, ele tem o hábito horrível de me ligar nos momentos mais inoportunos.
Não vou dizer que desde que ele conseguiu meu número eu fico esperando ele me ligar. Por que não fico.
~ Acreditem na MAMA! ~
No entanto, depois da nossa última e #estressante conversa ele deixou passar pelo menos um dia antes de me ligar, e resolveu fazer essa MALDITA ligação na quinta-feira á tarde quando eu estava pintando as minhas unhas de vermelho #poota.




E eu nem podia recusar a ligação ou ignorá-lo depois da AMEAÇA que ele me fez naquela sala.
Aí vocês podem imaginar o meu malabarismo pra atender essa porcaria de ligação, né?
E o #BastardoFeat.Infeliz ligou só pra me avisar que teria tempo na sexta-feira pra irmos visitar a paciente esquizofrênica que eu tinha que acompanhar pra escrever meu relatório.
Por sorte, eu só teria aula depois das nove da manhã, e ele topou, então ficou em silêncio...


Foram os piores vinte segundos da minha vida, até que eu tive que interrompê-lo antes que aquilo ficasse estranho demais.

Eu: É só isso? Estou um pouco ocupada agora. *tentei soar o mais amável que podia*

O Gustavo pigarreou, depois tossiu um pouco e ficou mais uns cinco segundos em silêncio antes de dizer:

Ele: Hum... Você vai querer uma carona pra chegar lá?

Por um minuto inteiro eu não soube o que dizer.
Depois daquela AMEAÇA clara de reprovação que ele me fizera, agora estava tentando ser bonzinho comigo!?
Quase gritei com o lazarento!

Eu: Não, obrigada. Vou caminhando. *outra pausa em que ele não disse nada* Agora, pode desligar primeiro, por favor? Não quero te dar motivos pra me reprovar nessa cadeira.


 Nocaute!~


Vocês podem me julgar e dizer que eu fui cruel, mas eu não penso assim.
Dane-se!
Eu fui cruel mesmo, e ele pode até nem ter merecido, mas ele me deixava acuada e estressada, e eu só consigo responder á estresse de um jeito.
E... bom, o Gustavo ia ter que lidar com isso uma hora ou outra já que íamos passar muito tempo juntos.


Preciso dizer que borrei meu esmalte e tive que cobrir o estrago com preto já que não tinha mais vermelho pras duas mãos? Não, né?


Então, não é novidade que o meu humor não estivesse dos melhores na sexta pela manhã.
Acordei cedo, fiz uns cachos no cabelo com o babyliss, coloquei laquê pra segurar, me maquiei, me vesti, e quando já ia sair ( sem comer, já que a minha Omma ainda não tinha acordado pra comprar o café, e eu não ia mesmo acordá-la ), percebi que o tempo estava muito frio, então tive que voltar e vestir minha jaqueta do Big Bang antes de finalmente sair.


Eu gosto de caminhar.
Tá, coisa de pobrinha... Mwahahahaha!
Sério. Gosto mesmo de caminhar, então não foi problema pra mim ir até o CAPS á pé, principalmente por que era só uns três quarteirões da minha casa.

Estranhamente, percebi que todo mundo estava me olhando.
Como é!
Eu não sou drogozenta, mas também não sou uma #DivaPurpurinada, e PRA FALAR A VERDADE, não gosto de chamar atenção, então é claro que me senti muito estranha com todas aquelas pessoas olhando pra mim.


Na primeira oportunidade que tive, tirei meu pó compacto da bolsa e dei uma olhada no espelho.
Delineador: Ok
Blush: Ok
Massa corrida( ? ): Ok
Gloss: Ok
Cabelo: Ok

Qual era o problema?!


#MasHein!?

Cheguei ao CAPS em vinte minutos, e ele já estava lá, recostado no próprio carro, com os braços cruzados no peito esperando por mim.

Eu: Oi.
 
Gustavo virou só o rosto na minha direção, e me olhou um pouco parecendo meio confuso, como se esperasse outra pessoa.

Ele: Oi...
 Eu: Chegou faz muito tempo? *le eu estava tentando ser legal*
Ele: Não. Vamos entrar.


Nos portões velhos de ferro ele empurrou para que eu entrasse primeiro, e quando passei na sua frente, senti a mão nas minhas costas e fiquei tensa.
Apressei o passo para que ele não tivesse a oportunidade de colocar a mão em mim de novo.

Minha paciente era uma senhora muito risonha de uns cinquenta anos, com cabelos muito curtos.
Pequena e magrela como uma criança.
Eu era meio anã, mas ela ficava no meu ombro.
Pro Gustavo, então, era como estar entre Umpa-Lumpas.


Wow! Que alto!


Imediatamente, enquanto ele ia buscar a ficha dela, eu a Srª D. começamos a conversar.
Ela estava animada. Falava o tempo todo.
De repente, percebeu uma pulseira brilhante que eu estava usando.
Era fininha, mas uma das minhas favoritas.
Não sei por quê, mas a tirei do meu pulso, e dei á ela.
A Srª D. ficou encantada.
Perguntou mais de uma vez se era realmente dela, e o que eu usaria, já que tinha dado a única pulseira que eu tinha.
Eu a tranquilizei dizendo que tinha muitas outras pulseiras, e que ela podia ficar com aquela.


Gustavo voltou em seguida, mas não disse nada sobre a ficha dela.
Apenas ficou sentado enquanto nós duas conversávamos.
Ás oito e meia, eu e a Srª D. nos despedimos por que eu teria aula em seguida e ainda tinha que descer até o centro da cidade para pegar o coletivo e ir até a universidade.
 Ela pediu que eu voltasse, e eu concordei, então saí, com o Gustavo atrás de mim.
Ele ainda ficou para falar com o médico de plantão e eu o esperei do lado de fora.
Quando ele FINALMENTE me deu a graça da sua companhia, me virei e desci para a rua, então senti sua mão no meu ombro e virei.


Eu: O que foi?

Ele apanhou a minha mão e colocou no centro dela a minha pulseira.
Quase caí pra trás.


WHAT!?


Eu: O que você fez?!
Ele: É seu. Não devia dar suas coisas pros pacientes. Cria vínculos ruins de serem quebrados depois.
Eu: E o que você sabe sobre vínculos, seu idiota?!


Então entrei de volta no CAPS pra devolver a pulseira á Srª D., mas a enfermeira me disse que ela estava em consulta, e não quis receber a pulseira quando eu pedi que ela a entregasse.

Furiosa, saí de lá e para meu AZAR encontrei o Gustavo me esperando perto do carro dele.

Ele: Hey, escuta, eu só...
Eu: Vai pro inferno! Você é um babaca!


Ele me chamou de volta pelo nome, mas eu o ignorei.
Enfiei a pulseira no bolso do jeans e prometi á mim mesma que logo que encontrasse a minha professora de Psiquiatria iria dizer á ela que aquela monitoria não estava dando certo, e que eu queria outro monitor ou trancaria aquela cadeira até que o Gustavo se formasse e não tivesse a menor chance dele vir a ser meu monitor outra vez.




6 comentários:

  1. aquele momento que eu fico me perguntando se tem continuação...

  1. Bel disse...:

    Não precisava fazer um fuá por causa da pulseira, até por que ele só fez o que fez por ser a conduta correta para com o paciente.

  1. Ms. Noctisse disse...:

    Bel, dá pra ficar do meu lado!?~

  1. Bel disse...:

    Eu fiquei com pena do menino, tu fechou com a cara dele.

  1. Ms. Noctisse disse...:

    Ele num tinha nada que ir se meter no que não era da conta dele, aquele Sem-Futuro. ~~

  1. Indy Cerejinha disse...:

    Menina... sua História da um livro e tanto ein!!
    Entendo o por que de você ficar tão nervosa perto dele e tão nervosa quando ele pegou a sua pulseirinha de volta, afinal vc deu de "coração" para a senhora, mas... Acho que você realmente precisa se acalmar!! Não vai te levar a nada ficar se aborrecendo com o menino toda a hora! E isso vale a sua nota então... Realmente acho que você precisa esfriar a cabeça antes de voltar a falar com ele ou com a sua professora!

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