[ #TrueStory ] O cara novo... #1

Ele senta atrás na minha aula de Psiquiatria.
"Como eu nunca tinha reparado nele?", me perguntei.
Quero dizer, ele não é um #bophão #ceduçaum de caramelo, mas poxa...! Eu conheço todos os meus colegas, mas ele não.
Na verdade, só comecei a reparar nele depois de uma situação quase traumática...


~ DJ, manda o flashback! ~

#CalaBoca EVERYBODY que a historinha vai começar...


Então, a Priscila me convenceu á ir pra uma festa á fantasia num clube aqui perto de casa NO MEIO DA SEMANA.
Eu, como uma boa preguiçosa, tentei resistir, mas ela é INCANSÁVEL.
 #Topei 
Perdi uma aula de Bioética e fui pra casa mais cedo na terça pra me arrumar.
Ás dez da noite eu estava de dar #recalq- na CL. #SambaNoJimmyChoo
Fomos de #vampiranhas. #SuperOriginal~
Até aqui estava #Digno&Divo.
O clube era legal, a música era #ouvível, só o que derrubava o lugar era que estava apinhado de guris burguesinhos... mas aí eu vi esse cara com a máscara do Guy Fawkes.
A Priscila tinha ido pegar uma bebida pra gentchê e eu fiquei dançando sozinha.
Fechei os olhos por apenas um momento e quando abri ele estava lá, na minha frente, mascarado, vestido de preto.


EU: Oi.
ELE: ...

Olhei em volta.
Devia ser uma piada. Aquele bando de pirralhos mimados deviam estar me zoando.
Virei de costas pra ele e continuei dançando. Foi então que senti suas mãos nos meus quadris.
Para minha vergonha futura, eu não tirei as mãos dele de mim.
Na verdade, comecei a dançar com ele, e num momento impensado ( eu não estava bêbada, juro pela minha escova rotativa Air-Brush Conair da PolyShop! ), eu virei e o beijei, na máscara é claro, mas bem ali onde ficava a fenda da boca.
Ele não reagiu por um minuto, mas depois me abraçou.
Sabe aquela sensação de quem está vivendo um filme? Pois é. Eu achava que era a Evye, em 'V de Vingança', mas na real eu estava atuando como a Carrie, em 'Carrie, a estranha', e não falo por causa do beijo, por que apesar de estar beijando um pedaço de plástico frio, eu estava me sentindo a protagonista do filme. #PFVR~




Mas no instante seguinte tudo virou TERROR, e sem pausa pros comerciais.
Ele me deixou ali na pista e desapareceu na multidão.
Fiquei com cara de tacho, é claro, mas aí a Priscila já tinha voltado e resolvi não falar nada.


*reprimindo a raiva*


É claro. Eu vi o Sr. Mascarado depois disso, e ele estava dançando com outras garotas.
Eu fingi não me importar, mas dane-se!
Xinguei ele por todos os palavrões que conhecia, em português, inglês e coreano, em pensamento.
Como é! Eu tinha beijado o cara ( tá, a máscara dele. #WHATEVER ), mas ele estava galinhando há dois metros de mim.
Eu queria mesmo era enfiar um garfo nele, mas deixei passar.


No final da festa a Priscila ganhou o prêmio como a Rainha, e eu fui me arejar do lado de fora do clube antes que tivesse um ataque de nervos.
É. Não curto espaços fechados com muita gente.
Pra falar a verdade não curto a VIDA EM SOCIEDADE.
Posso até frequentar, mas tenho que fazer alguns intervalos antes de começar a vomitar em todo mundo...
E foi nesse momento que aconteceu.



Eu estava encostada num carro preto atrás do clube quando a porta se abriu e o Sr. Mascarado saiu, e ele estava bêbado.
E eu não estou falando de bêbado "Eu amo todo mundo". Estou falando de bêbado "Sou irresistível".
E o diálogo que aconteceu entre nós foi mais ou menos o seguinte: 


ELE: Olha só... minha coelhinha...
EU: Você está legal? 
( me chamem de perdedora, mas é nessas ocasiões bizarras em que os meus instintos de enfermeira se manifestam. )
ELE: *rindo* Estou... *cambaleando pra mim* Poxa! Você é muito mais bonita do que eu pensava...
EU: Obrigada...
ELE: *já muito perto de mim* Sabe, aquele beijo que você me deu... Eu gostei. Gostei muito.
( aqui ele já estava meio inclinado para baixo, como se olhasse pras minhas pernas )
EU: Acho que você bebeu demais, parceiro...
ELE: Eu já falei que estou legal! 
( ele gritou. O infeliz gritou comigo como se eu fosse uma vadia )

Nesse ponto da conversa ele tentou colocar as mãos em mim, mas pro azar dele eu cresci com homens e aprendi algumas coisas com eles, inclusive á me defender. Então a mão que ele usou pra tocar o meu ombro acabou nas costas dele.
É. Torci o braço do bastardo.
Aqui ele desequilibrou, e caiu, e por ser maior que eu acabou me arrastando na queda.


Nem vou contar pra vocês o estado que a minha meia-calça ficou, nem as minhas mãos, por que foi com os joelhos e as palmas que eu aparei a queda, e o chão tinha muitas pedras.
O que importa é que o #Infeliz #FilhoDeUmaVaca #CretinoAbortado subiu em cima de mim.
Não sei explicar como ele foi tão rápido, por que num minuto ele estava caído ao meu lado, e no outro eu estava debaixo dele, então fiz o que qualquer uma faria no meu lugar: chutei e corri.
Por sorte meu salto acertou bem entre as pernas dele, mas por um AZAR MACABRO quebrou bem quando comecei a correr.


Foi aí que eu vi a luz, LITERALMENTE, por quê, quando caí de novo de joelhos por causa do salto quebrado, os faróis do carro preto onde eu estava recostada antes acenderam bem em cima de mim, e o motorista saiu do carro.


Thanks, #BoyMagia!~


Sim, ele estava lá o tempo todo, dentro do carro, fazendo Sabe-se lá Deus o quê!
O que importa é que ele desceu e veio na minha direção.
Ingenuamente achei que ele vinha me ajudar a ficar de pé, mas ao invés disso ele passou por mim como se eu nem estivesse ali e foi direto ao Sr. Mascarado que já estava ficando de pé.
A cena seguinte eu vi em avanço rápido.
O cara do carro mal passou por mim e já estava jogando o Sr. Mascarado contra a parede do clube com tanta força que a luz de emergência no alto da parede sacudir á ponto de cair.
No outro segundo ele já estava do meu lado, perguntando se eu estava bem e se queria ir pro hospital ou pra delegacia.
Ok, eu fui idiota, mas disse que queria ir pra casa. Só isso.
Sem hospital, sem delegacia.
Eu não podia contar pra minha SUPER-PROTETORA Omma que um cara tinha tentado me agarrar á força.
Ela nunca mais ia me deixar sair de casa enquanto vivesse...



Mas paralelo á esses pensamentos óbvios, quão único consegui fazer foi olhar para aquele cara que me ajudava  ficar de pé.
A luz não era ótima ali, mas eu podia vê-lo bem.
Tinha cabelos negros cortados bem curto, barba por fazer, óculos sem armação... um sinalzinho perto da boca...
Eu devia estar em estado de choque, certamente, por que numa ocasião em que eu não tivesse passado por uma tentativa de estupro, ia tentar, pelo menos, jogar um charme pro #bophe, mas a única coisa que fiz foi aceitar a ajuda dele.
Estava sensível no corpo todo, por que sentia, inclusive, o frio metal de relógio dele contra o meu braço quando ele me ofereceu apoio para que eu não caísse de novo.



Eu não aceitei a carona dele, é claro.
O cara tinha me dado uma ajuda, mas eu não era idiota.
Eu não o conhecia, e podem falar o que for dos heróis, mas eu não confio em muita gente.
Fiquei feliz quando ele chamou um táxi ( e pagou! ) e fui para casa sozinha.


No caminho mandei uma mensagem de texto pra Priscila explicando que estava doente e fui embora.
Me desculpei com ela tentando fazer tudo parecer uma chatice e não contei o que aconteceu naquele beco.
Eu queria esquecer, é claro, mas não consegui.
Não dormi aquela noite e cheguei atrasada na universidade, na minha aula de Psiquiatria pela primeira vez no semestre, e foi precisamente por chegar atrasada que eu o vi, bem ali, sentado na última cadeira, brincando com uma caneta esferográfica azul que usava para grifar o texto e depois para 'coçar' o lábio inferior com o bocal.
Então, como a garota decidia e corajosa que eu sou...
...joguei minha mochila de volta no ombro e saí da sala sem assistir aula nenhuma.


Issaê, amiga. Ensina uma lição de coragem pra nação!~





[ Continua... ]



naylaelric@hotmail.com

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